Tecnologia na educação: inteligência artificial pode ajudar nos estudos?

O uso da inteligência artificial nos estudos pode ser um forte aliado para o desenvolvimento do estudante, desde que utilizado de forma estratégica e consciente.
A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitos estudantes brasileiros. Quando utilizada de maneira estratégica, a tecnologia pode ajudar na compreensão de conteúdos, na organização dos estudos, na revisão de matérias e na criação de exercícios.
Mas existe uma diferença importante entre usar a IA para aprender e usá-la para não precisar aprender.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2024, realizada pelo Cetic.br|NIC.br, 70% dos estudantes do Ensino Médio que são usuários de internet afirmaram utilizar ferramentas de IA generativa, como ChatGPT, Copilot e Gemini, em pesquisas e atividades escolares. O número representa cerca de 5,2 milhões de estudantes.
O crescimento desse uso também traz um alerta: apenas 32% dos alunos do Ensino Médio disseram ter recebido orientação dos professores sobre como utilizar a inteligência artificial.
Quando a IA vira uma forma de sobrevivência acadêmica
A ferramenta pode ser uma grande aliada quando o estudante pede uma explicação mais simples, cria questões para testar seus conhecimentos, organiza um cronograma ou utiliza a tecnologia para revisar aquilo que já estudou.
O problema começa quando a IA passa a fazer pelo aluno aquilo que ele deveria aprender a fazer sozinho. Copiar respostas, entregar trabalhos produzidos integralmente pela ferramenta ou deixar de tentar resolver um problema antes de pedir a resposta pode prejudicar o desenvolvimento do raciocínio e da capacidade de interpretação.
O professor Ademar Celedônio, especialista em ensino e inovações educacionais, alerta justamente para esse risco. A recomendação é que o estudante pense e tente construir suas próprias respostas antes de recorrer à inteligência artificial. A ferramenta deve servir como apoio, e não substituir o processo de aprendizagem.
A facilidade pode se transformar em dependência
Quanto mais fácil fica obter uma resposta, maior pode ser a tentação de deixar de procurar, interpretar e construir o conhecimento por conta própria.
Por isso, o uso consciente da IA passa por uma mudança de postura: em vez de pedir que a ferramenta faça a atividade, o estudante pode utilizá-la para questionar, revisar, explicar e aprofundar aquilo que está estudando.
A tecnologia pode acelerar o aprendizado, mas não elimina a necessidade de estudar.
A inteligência artificial já está presente na educação e tende a ganhar ainda mais espaço. O desafio agora é aprender a utilizá-la sem transformar a facilidade em dependência.
Para quem está se preparando para provas, vestibulares e concursos, essa atenção é ainda mais importante. O estudante precisa desenvolver conhecimento, interpretação, raciocínio e capacidade de resolver questões , habilidades que não podem ser terceirizadas para uma ferramenta.
É nesse ponto que uma preparação estruturada continua fazendo diferença. No Curso Wellington, o estudante encontra orientação e preparação voltadas para seus objetivos, com conteúdos e exercícios que ajudam a transformar o estudo em prática.
A inteligência artificial pode estar ao lado do estudante durante essa caminhada. Mas, na hora da prova, quem precisa estar preparado para responder é você.